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Oficina Denisenhando – Ilustração e Escrita Feministas com Denise Silva

O Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão convida para mais uma oficina voltada à formação e à expressão das jovens. Desta vez, a atividade será sobre Ilustração e Escrita Feminista e contará com a presença da Denise Silva, ilustradora de Santa Maria e desenvolvedora da página Denisenhando. O encontro ocorre na sede do ponto (Rua General Andrade Neves, 159/85), a partir das 14h, e será também uma oportunidade para, quem ainda não conhece, já se aproximar do coletivo.

As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas através do email pontodeculturafeminista@gmail.com. Mande seu nome completo e coloque no assunto Oficina Denisenhando.

A oficina irá focar na criação de uma personagem, como as que Denise retrata em seus desenhos. Também serão incluídas nas artes, frases elaboradas durante a oficina, de pensadoras feministas ou aquelas que têm norteado nosso ativismo. Para isso, ofereceremos, além dos materiais necessários para os desenhos, o acesso à consulta de livros e outras publicações presentes no nosso Acervo Feminista Enid Backes e que podem servir de inspiração.

A atividade é gratuita e aberta às meninas e mulheres em suas diversidades. O espaço é acessível.

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Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão convida para CineDebate sobre o filme “Chega de Fiu Fiu”

As cidades foram feitas para as mulheres? A pergunta é motor fundamental do longa-metragem “Chega de Fiu Fiu”, exibido pela primeira vez em Porto Alegre de forma gratuita no dia 7 de julho. A sessão ocorre às 14h30min, na sala Hermes Mancilha da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) – Rua dos Andradas. 736, 4º andar, faz parte das ações do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, gerido pelo Coletivo Feminino Plural.

Após a exibição do filme, será feito uma roda de conversa sobre qual o lugar das mulheres nas cidades e relações de gênero. Haverá distribuição de 40 senhas (preferenciais às meninas e mulheres em suas diversidades) a partir das 14h.

Com direção de Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão, o documentário foi produzido em parceria com a Brodagem Filmes e integra campanha homônima (#chegadefiufiu) criada em 2014 pela organização Think Olga, trazendo ao centro do debate questões como o assédio e o direito das mulheres ao espaço público.

Sobre o filme:
“Chega de Fiu Fiu” narra a história de Raquel, Rosa e Teresa, moradoras de três cidades brasileiras, que, por meio de ativismo, arte e poesia resistem e propõem novas formas de (con)viver no espaço público. O filme explicita como a participação das mulheres no espaço urbano é marcada por insegurança.
“Entraves como a falta de iluminação, lugares ermos, a dificuldade de mobilidade, longas distâncias na locomoção de casa ao trabalho, ausência de creches e péssimo atendimento em serviços de saúde e segurança seguem como catracas visíveis e invisíveis do acesso das mulheres às cidades. Tais entraves revelam o quanto as cidades foram construídas sem a perspectiva de gênero e agravam ainda mais as violências sofridas pelas mulheres, como o assédio”, diz Amanda Kamanchek, diretora do documentário. “O filme é um retrato dessa violência de gênero em um contexto ainda pouquíssimo explorado: o espaço público. A pergunta que nos fizemos ao longo de todo o filme é ‘qual é o lugar das mulheres nas cidades?’”.

Execução
Coletivo Feminino Plural

Comitê Gestor
Ilê Mulher, Cirandar, Inclusivass, Mirela Kruel, Andressa Cantergiani e Carolina Pommer, Inclusivass, Rede Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos

Apoio
Rede RS dos Pontos de Cultura, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sedactel), Governo do Estado RS, Ministério da Cultura, Governo Federal

FormAção – Estou Mulher: Vivências Performativas do Feminino

Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, coordenado pelo Coletivo Feminino Plural, apresenta o projeto Entre Meninas e Mulheres, de continuidade das ações do ponto. A primeira FormAção será sobre Corpo e Cultura Feminista e será facilitada pela nossa parceira Renata Cieslak.

Um corpo: invólucro, casca, capa, cápsula, casa, nave – que transporta múltiplas versões de nós mesmas. Somos muitas sob a superfície de uma mesma pele. Falamos em pluralidade de corpos, de mulheridades, de feminismos, de feminilidades. Não há uma única forma de ser mulher. Não há um modelo padrão de corpo feminino. E nem uma essência feminina universal. Ser mulher é um estado. E uma construção.
Uma vivência feminista com elementos teatrais e performáticos sobre estar mulher.

A oficina é aberta a todas as mulheres, mas está direcionada principalmente a jovens entre 13 e 18 anos.
Gratuita e sem necessidade de inscrição prévia.
Pedimos que sejam usadas roupas confortáveis.

Renata Cieslak é atriz, performer, pesquisadora e professora. É mestra em Artes Cênicas pela Universidade Nova de Lisboa e graduada em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Participou em 2015 do curso de Teatro Documental com Cecília Pradal em Madri, Espanha. Trabalha com teatro desde 2011, tendo feito parte de espetáculos de dança, ópera, performance e teatro infantil e adulto. Desde 2015, pesquisa a relação entre Estudos de Gênero e Artes Cênicas, em especial sobre Performatividade de Gênero. É integrante do grupo teatral “Santo Qoletivo” e do “Grupo Experimental de Dança” de Porto Alegre.

Círculo de Escuta entre Meninas e Mulheres reúne ativistas no Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão

No dia 19 de março, recebemos a atriz, performer, produtora, gestora cultural e mestra em Teatro pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Isabela Silveira, para o Círculo de Escuta Entre Meninas e Mulheres. A atividade serviu para falarmos sobre os desafios que temos enfrentado no ativismo feminista e buscar maneiras de nos fortalecermos para encará-los.

Na atividade, também foi falado sobre o projeto Entre Meninas e Mulheres, a ser realizado dentro do projeto Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão com recursos oriundos das aplicações do Ponto, tendo em vista que a 3ª parcela do projeto ainda não foi liberada.

Círculo de Escuta Entre Meninas e Mulheres ocorre nesta segunda-feira

Mais do que nunca precisamos nos encontrar e fortalecer. Pensando nisso, em oferecer um espaço seguro, de silêncios e de fala, convidamos todas as mulheres a se juntarem em um Círculo de Escuta Entre Meninas e Mulheres nesta segunda-feira (19). A ação será realizada em nossa sede, na Rua General Andrade Neves, 159/85. A atividade irá começar às 17h.

A baiana Isabela Silveira vem a Porto Alegre apresentar seu trabalho

A facilitadora será Isabela Silveira, atriz, performer, produtora, gestora cultural e mestra em Teatro pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Baiana, ela é criadora do grupo Eu Aceito… Eu Ofereço… e irá partilhar a vivência de uma escuta ativa, acolhedora, atenta e feminista proporcionada pela vivência na moderação do grupo virtual criado em julho de 2016 e hoje com mais de 43 mil integrantes. “O desejo é trazer essa realidade do plano virtual para o offline e concreto, com possibilidades de ampliar redes, potencializar contatos e, em certa medida, organizar ações e movimentos que possam melhorar nossas vidas”, explica Isabela.

Agenda Unificada – 16 dias de ativismo pelo fim de todas as violências contra as mulheres

#ParemDeNosMatarPOA

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente pela sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Veja a Agenda Unificada completa abaixo. 

Em 2017, o Coletivo Feminino Plural, juntamente com outros coletivos parceiros de Porto Alegre realizaram ação conjunta, visando a unificação e, com isso, o fortalecimento da Agenda de Ações e o maior engajamento da população da cidade. Como estratégia de comunicação e democratização do acesso à informação sobre a campanha foi criado o blog Parem de Nos Matar POA, uma ferramenta de gestão coletiva e colaborativa para o ativismo feminista nas redes.

Agenda unificada de ações em Porto Alegre – #ParemDeNosMatarPOA

Novembro 

22 – I Colóquio Estadual Sobre Violência De Gênero na Ulbra, em Canoas. Inscrições e mais informações aqui.

24 – Rolê de Todas as Minas no Venezianos Pub Café em parceria com a Ong Outra Visão LGBT, 19h. O rolê de todas as minas é para TODAS as minas e busca dar vez e voz as mulheres! “Esse será nosso primeiro Rolê que será de conversas, trocas de experiências no Venê. Discutiremos a atuação e construção das 11 Marchas Lésbicas em Porto Alegre nesses 21 anos de Parada Livre.”

24 – Atividade promovida pela UBM na Estação Rodoviária, das 18h às 21h.

25 – Atividade promovida pelo Movimento de Mulheres Olga Benário e Ocupação Mulheres Mirabal (com coletivos parceiros) no Parque da Redenção, a partir das 10h.

25 – Caminhada de apoio à ONG Maria Mulher, Rua Cruzeiro do Sul, 2035, Bairro Cruzeiro, 14h.

25 – Lançamento da Campanha Justiça para Tatiane

26 – XXI Parada Livre, Parque da Redenção, 14h.

24, 25 e 26 – Festival 1 ano da Ocupação Mulheres Mirabal. Mais informações aqui: https://www.facebook.com/events/250143982182636/.

27 – Abertura da exposição O olhar da sociedade civil sobre a epidemia de HIV/Aids no RS, às 17h, na Assembleia Legislativa do Estado. A exposição fica aberta a visitação até 1 de dezembro.

28 – Debate sobre Subjugação das Mulheres a partir da análise de episódio da série The Handmaid’s Tale (O Conto de Aia), às 14h, em Canoas*

29 – Audiência Mulheres com Deficiência e Violência promovida na Assembleia Legislativa com o Grupo Inclusivass de Mulheres Com Deficiências, 10h.


Dezembro 

– Intervenção urbana organizada pela Minha Porto Alegre, a partir das 10h. Ponto de encontro: Viaduto da Borges de Medeiros

3 – Ação unificada das ativistas do Fórum Municipal de Mulheres e Comdim “O ativismo nos dias de hoje”, no Parque da Redenção, 15h.

4 – A nova forma de violência contra as mulheres: Alienação Parental. Escola Judicial do TRT 4, Parceria Coletivo Feminino Plural, CLADEM e outras, 18h30.

6 – Reunião pública de Rede de Enfrentamento à Violência Contras as Mulheres, no Calçadão de Canoas* – debate sobre os serviços de atendimento a agressores, 14h30

7 – Atividade da Rede Feminista e Observatório da Violência. Escola de Enfermagem da UFRGS, as 16 horas, organizada pela Rede Feminista de Saúde (Regional RS) e Observatório da Violência Obstétrica da UFRGS.

8- Reunião de (Re)conhecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres de Porto Alegre – COMDIM e FMM. Casa dos Conselhos , das 14 as 17hs

8 – Roda de Conversa Autoproteção e Estratégias ao Enfrentamento das Violências, promovida pelo Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão em parceria com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). Endereço: Rua João Alfredo,61, às 17h.

15 – A política de humanização no atendimento e acolhimento na rede de saúde, relacionando ao HIV/Aids, as 9hs, no Plenarinho da AL/RS.

Atualizada em 23 de novembro de 2017, às 12h.

Se você quiser incluir ações na agenda unificada ou precisar de mais informações sobre alguma atividade mande email para comunicapontodecultura@gmail.com.

Djamila Ribeiro: “As pessoas ficam surpresas de eu frequentar certos espaços e de eu ser inteligente”

via Nonada – Jornalismo Travessia

Esta sexta-feira foi movimentada na cena cultural de Porto Alegre. Enquanto Djamila Ribeiro e Joanna Burigo falavam sobre feminismo, aborto, educação, representatividade e lugar de fala dentro da Feira do Livro, poucos integrantes do MBL se preparavam para, duas horas depois, cumprirem a primeira missão fascista que devem estar planejando para os 19 dias de feira: eles entraram no sarau promovido pelo Ponto de Cultura Feminista: Corpo, Arte e Expressão, filmaram as participantes individualmente e as constrangeram.

Na mesa das 16h30, os organizadores não previram que Djamila Ribeiro lotaria fácil a capacidade de 160 lugares lugares do auditório do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, de forma que algumas pessoas ficaram do lado de fora, algo que é raro entre as atividades da feira.  A mesa em questão era a “Conexões feministas nórdico-tropicais-Diálogos sobre gênero, comunicação e educação entre Brasil e Noruega”, também composta por Joanna Burigo,  do site A Casa da Mãe Joanna, e mediada por Carol Anchieta.

Leia o texto na íntegra aqui: http://www.nonada.com.br/2017/11/djamila/.

Veja as fotos do nosso Sarau Feminista realizado durante a Feira do Livro de Porto Alegre

No dia 3 de novembro, às 18h30, o Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, projeto do Coletivo Feminino Plural, em parceria com a Ong Cirandar, realizou o Sarau Feminista dentro da programação da Feira do Livro de Porto Alegre.

O evento foi uma iniciativa autônoma e contou com a presença de aproximadamente 50 pessoas, entre homens e mulheres, que lotaram a Biblioteca Moacyr Scliar. O sarau foi um sucesso cumprindo exatamente com tudo o que propunha: dar espaço à expressão das mulheres, valorizar a literatura feita por mulheres e feminista e criar um ambiente de respeito, afeto e amor.

Veja o que rolou na atividade:

sobre o Sarau Feminista de Porto Alegre

“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz” e assim como a canção, a tarde de ontem (3 de novembro) foi repleta de olhares. Olhos atentos, fraternos, cuidadosos. Coração aberto, palavras cantadas, declamadas a cada prosa e verso, pautadas em folhas timbradas, tingidas, pintadas, redigidas.

A timidez aos poucos era vencida pelo amor, vontade de contestação, expressão, provocação do ser mulher, coletiva, feminina, plural. Há essas meninas-mulheres, as netas daqueles que não as conseguiram queimar. Em círculo mais parecíamos leoas protegendo rebento. Na eminência do perigo, gritamos: Ei! Não mexe comigo, que eu não ando só!!

E assim foi nosso Sarau Feminista, repleto de poesia, pelos, peles, vozes, cores, ecos de liberdade-resistência. R-E-S-I-S-T-Ê-N-C-I-A é nosso sobrenome. Não haverá monossílabos traduzidos em siglas que possam nos intimidar. Vocês não entenderam ainda que Machistas NÃO Passarão? Então não nos venham com suas consoantes dissonantes tentando calar nosso vocabulário repleto de verbo: lutar, amar, transgredir, transformar, resistir.

E não se enganem se por acaso possa parecer que vez ou outra damos um passo para trás. Isso é apenas impulsão de força para nos lançarmos no mundo. Não este que querem à força nos impor e limitar. Sigamos mulheres, sigamos, pois Mulher Bonita é a que Luta e essas são as únicas consoantes que nos fazem sentido.

Ponto de Cultura Feminista promove sarau durante Feira do Livro de Porto Alegre

A literatura e o artivismo feministas vão ocupar a Biblioteca Moacyr Scliar, organizada pela Ong Cirandar e realizada durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Este ano, a biblioteca foi montada dentro do Memorial do Rio GRande do Sul (Rua Sete de Setembro, Centro de Porto Alegre) e levar nossa arte para este local poucas vezes foi tão simbólico e necessário.

O Sarau Feminista é aberto à participação de todas e todos e ocorre nesta sexta-feira (3 de novembro), a partir das 18h30.

Além de muitos textos e poesias escritos por mulheres para compartilharmos no PALCO ABERTO, o sarau vai contar com a segunda PERFORMACE da série “Feminino Genérico” de Renata Cieslak.

Vem, traz tua leitura, tua vontade de se expressar!