Arquivo mensal: novembro 2015

Pela expressão livre de meninas e mulheres: pelo fim do machismo e do racismo.

No dia 29 de novembro de 2015, estivemos realizando mais uma ação do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão junto com o Coletivo Feminino Plural e os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra meninas e mulheres. A oficina de grafite para meninas, em parceria com a Associação Chácara do Banco, na Restinga, foi uma oportunidade de encontro para a expressão contra a violência, o machismo e racismo presentes no cotidianamente das meninas.

As jovens moradoras da Restinga, após um convite para a criação de um mural feminista, orientado pela Grafite Gabee Mérqs, da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, escolhem imprimir no mural da Associação uma afirmação: “Meu cabelo não é duro, duro é o racismo.”

Com isso, uma tarde de intervenções de rua, com spray e muita cor deu o recado: um novo tempo vem chegando. É é um tempo para dar fim a todo tipo de violência contra meninas e mulheres, um tempo para tomar consciência e acabar com o racismo, o machismo e todo tipo de violência contra e meninas e mulheres.

Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão presente!

IMG_3591

 

Anúncios

Campanha pelo fim da violência contra mulheres e meninas e o ativismo cotidiano: nossos corpos são corpos em disputa.

Logo16Dias2014_450x164Hoje, 25 de novembro, é o Dia internacional pelo fim da violência contra meninas e mulheres e que neste dia tem inicio uma campanha de 16 dias de ativismo.

“A violência contra as mulheres é considerada uma violação aos direitos humanos. Em 1993, a Declaração de Direitos Humanos de Viena (ONU) considerou que a violência de gênero viola direitos fundamentais à liberdade, autonomia, autodeterminação de mulheres e meninas, tal reconhecimento se deu graças a forte campanha inciada por mulheres de 23 mulheres, de diferentes países, reunidas através do Centro de Liderança Global de Mulheres (EUA), no ano de 1991.

A Campa­nha dos 16 dias de Ativismo tem como objetivo promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

O perío­do para a Campanha é de significativas datas históricas, com marcos na luta das mu­lheres. O início da Campanha ocorre no dia 25 de no­vembro – declarado pelo I Encontro Feminista da América Latina e Caribe (em 1981) como o dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres – e finaliza no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos. Deste modo, a campanha vincula a denúncia e a luta pela não-violência contra as mulheres à defesa dos direitos humanos.”

Mais informações sobre agenda de ações do Ponto de Cultura Feminista e do Coletivo Feminino Plural aqui:
Aqui http://femininoplural.org.br/…/coletivo-feminino-plural-pro…

O ativismo cotidiano também é nossa força, todo dia é dia de luta, converse com suas amigas e com sua família pelo fim da violência contra meninas e mulheres. Pelo fim da violência de gênero, por uma cultura feminista, por uma cultura de paz!

Saiba mais através do vídeo disponibilizado pela ONUBrasil sobre a Campanha dos 16 dias de ativismo em https://www.youtube.com/watch?v=tS0NOosB5-A

Expressões da cultura feminista pelo fim da violência contra meninas e mulheres

Secretaria de Estado da Cultura RS e Coletivo Feminino Plural apresentam:

Expressões da cultura feminista pelo fim da violência contra meninas e mulheres

11224581_436534929877662_6203361894264735963_nO Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão e o Coletivo Feminino Plural abrem espaço às expressões da cultura feminista com jovens meninas e mulheres na Restinga durante a campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra meninas e mulheres. No dia 27 de novembro, das 18h às 18h30, uma mostra envolvendo audiovisual, capoeira, literatura, break e rap feminino marcam presença dentro da Semana da Restinga, realizada na Esplanada da Restinga. Já no dia 29 de novembro, o grafitte é a linguagem usada pelas meninas que irão criar um mural feminista na Associação Comunitária Chácara do Banco, sob orientação da Grafiteira Gabee Mérqs, de Santa Maria.

12239940_936167979797906_2484197156702384934_nOs 16 Dias de Ativismo tem início no dia 25 de novembro, o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A campanha internacional é um grito pelo fim de todo tipo de violência e discriminação contra meninas e mulheres. O Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão chega para somar e realizar ações para a expressão da arte produzida por meninas e mulheres e por uma vida sem violência.

As ações culturais vêm mobilizando diversas meninas e mulheres da Restinga durante o ano de 2015. Oficinas de break e de grafite, saraus e rodas de conversa sobre feminismos envolveram toda a comunidade em torno dos temas da arte e da expressão das meninas e das mulheres.

A parceria comunitária envolveu a artista Bgirl Ceia Santos, ativista na Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop e as parcerias locais como a Rede Mulher Restinga, CREAS Restinga, Fórum de Segurança Regional Restinga, ONG Um Novo Olhar – Associação Chácara do Banco- PLP Promotoras Legais Populares – EMEF Sem. Alberto Pasqualini – Estúdio Multimeios – IFRS Campus Restinga.

Começa amanhã a Marcha das Mulheres Negras, em Brasília

Amanhã ocorre a 1ª Marcha das Mulheres Negras em Brasília. O ato chama atenção à pauta das mulheres negras brasileiras e luta pelo fim do racismo, do machismo, da pobreza e da desigualdade social e econômica, pelo fortalecimento da identidade negra, por maior valorização e espaço no mundo do trabalho e respeito.

Nossa querida Vanessa Silva, integrante da equipe do Coletivo Feminino Plural, está presente na marcha, representando todas nós. Com certeza ela vai voltar cheia de novidades e energia renovada para a luta graças ao encontro de tantas mulheres de luta.

O Brasil tem a maior população negra fora da África (aproximadamente 100 milhões de pessoas) e as mulheres negras (pretas+ pardas), somam cerca de 49 MILHÕES. A ideia da marcha é viabilizar o deslocamento à Brasília de uma representação do máximo dos 5.565 municípios, com meninas-adolescentes-jovens-adultas-idosas negras.

Acompanhe a cobertura oficial da marcha pelo site (http://marchadasmulheresnegras.com) e pela Fanpage.

Os 16 dias de ativismo estão se aproximando

12239940_936167979797906_2484197156702384934_nA partir do dia 18 terá início, no Brasil, a Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra o sexo feminino. E em Porto Alegre, o Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão e a Ong Coletivo Feminino Plural somam às atividades da programação, juntamente com outras entidades feministas da cidade.
Logo logo te colocamos por dentro da programação completa!

Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público. A campanha, realizada em escala mundial de 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, a 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, também tem o objetivo de propor medidas de prevenção e combate à violência, além de ampliar os espaços de debate com a sociedade.

A campanha tem calendários adaptados à realidade de cada país. Neste ano, começa no dia 18 de novembro, com a Marcha Nacional das Mulheres Negras, e se estende até o dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos.

Ponto de Cultura Feminista leva poesia à conferência estadual

Um sarau “relâmpago” promovido pelo Ponto de Cultura Feminista levou poesia à 5ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, realizada em Porto Alegre entre os dias 7 e 8 de novembro.  Em torno de 30 mulheres de diferentes faixas etárias se expressaram através dos textos de escritoras mulheres selecionados para o encontro e se emocionaram com os poemas.

O sarau Mulheres que Podem foi mais uma ação de fortalecimento do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão e sua inserção, bem como das pautas que levantamos, na agenda política da cidade. O sarau foi feito em parceria com a Ong Cirandar e contou com o apoio da equipe do Coletivo Feminino Plural, entidade gestora do projeto.

Sarau aberto na Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres

Este sábado (7) estaremos presentes na V Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres e, além de levar a pauta das mulheres atuantes no segmento cultural, iremos propor um momento de fruição artística e expressão com a realização do Sarau Mulheres que Podem, a partir das 17h.

O sarau será aberto à participação de todas as presentes. A conferência ocorre no Centro de Treinamento Banrisul Serraria (Estrada da Serraria, 3100). Mais informações em 5confmulheresrs.wordpress.com.

10/07/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Sarau Meu Corpo Minhas Regras do Ponto de Cultura Feminista. Foto: Guilherme Santos/Sul21
10/07/2015 – PORTO ALEGRE, RS, BRASIL – Sarau Meu Corpo Minhas Regras do Ponto de Cultura Feminista. Foto: Guilherme Santos/Sul21

CONVITE CONFERÊNCIA LIVRE GÊNERO E CULTURA

Convidamos a todxs para construir um espaço de troca de ideias e diálogos sobre políticas culturais e gênero. As Conferências Livres estão inseridas no âmbito das Conferências de Políticas Públicas Municipais e Estaduais.No próximo final de semana, dias 7 e 8 de novembro de 2015, acontecerá em Porto Alegre, a 5ª Conferência Estadual de Políticas para Mulheres.

Conferência Livre Gênero e Cultura – direito, participação e poder

Dia 5 de novembro as 17h na Galeria Malcon, em Porto Alegre., Espaço Gabriela Leite – 6º andar.

convite_genero_cultura

 

 

 

1ª Feira do Livro Feminista e Autônoma: as bruxas resistem!

12194312_10200921364153409_1193758216_oO Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão participou, neste último final de semana, da 1ª Feira do Livro Feminista Autônoma de Porto Alegre. Publicamos aqui as imagens do primeiro dia da Feira que, apesar da chuva e do tempo frio, contou com uma vasta programação de atividades como rodas de conversa e oficinas dos vários feminismos que compõem a paisagem contemporânea.

DSC_1480

Infelizmente, não foram somente espaços de comunhão e diálogo entre as mulheres e homens participantes que marcaram esse encontro. No sábado, um homem vestindo uma camiseta com os dizeres “Sou machista” invadiu a feira com provocações e xingamentos gerando uma situação de conflito completamente desnecessária. No dia seguinte, na noite do dia 1 de novembro, as mulheres festejavam a Feira e realizam um ensaio para o ato das “Finadas” (no dia 2 de novembro). DSC_1453Várias viaturas polícias, supostamente devido ao barulho, agiram com violência perseguindo e ferindo inúmeras mulheres, causando uma situação de terror e pânico, as mulheres foram violentadas pelo crime de uivar para lua e tocar tambores – o instrumento do coração. Seguimos sendo bruxas, mas não iremos mais ser queimadas, resistiremos!

Lamentamos essa atitude e nos somamos ao ato das “Finadas”, por todas as mulheres violentadas pelo machismo e pela misoginia cotidiana, não podemos ser caladas.

12190078_1059932047391334_7884673373945434317_n

 

 

 

Ato de Finadas, seguinte em direção à Feira do Livro de Porto Alegre.

Compartilhamos o texto do Coletivo Feminino Plural exigindo providencias pelas agressões sofridas pelas mulheres na 1ª Feira do Livro Feminista e Autônoma de Porto Alegre:

EXIGIMOS PUNIÇÃO AO ATAQUE POLICIAL
CONTRA FEMINISTAS EM FEIRA DO LIVRO AUTÔNOMA

Coletivo Feminino Plural, entidade integrante da Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e do Consórcio Nacional de Redes e Organizações para Monitoramento a Cedaw, participou ativamente, através do seu Ponto de Cultura Feminista Corpo Arte e Expressão, 1ª Feira do Livro Feminista Autônoma, atividade que ocorre em paralelo à Feira do Livro de Porto Alegre. O objetivo desta Flipea é difundir a produção cultural e artística feminista, que na maioria das vezes não se insere no mercado editorial. Em razão desse pertencimento na atividade cultural, e por considerar que nenhuma violência contra as mulheres pode ficar impune e deve servir de alerta ao caráter patriarcal e machista da sociedade e do estado brasileiros, vem a público solidarizar-se com aquelas mulheres atacadas na noite de ontem, 1o de Novembro último, quando promoviam atividades culturais na Praça João Paulo, em Porto Alegre. E também denunciar e exigir de autoridades de todos os níveis, providências para a responsabilização dos autores das agressões, policiais militares integrantes da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Seguindo o roteiro do relato elaborado pelas mulheres diretamente atingidas pelo ato selvagem, desde o início da Feira ocorreram perseguições e agressões machistas e de caráter fascista, como ameaças, provocações e presenças hostis na Praça, que foram constatadas e enfrentadas a cada momento. Nós, do Coletivo Feminino Plural, fomos testemunhas dessas provocações. Na noite de 1o de novembro, entretanto, as ameaças se concretizaram.

Nessa noite ocorria o ensaio artístico de uma apresentação, com a presença de em torno de 20 mulheres, quando uma viatura chegou com dois policiais que vieram supostamente devido ao barulho de música. Eles passaram a filmar e na medida em que as mulheres reagiam à sua presença, passaram a intimida-las diretamente, o que gerou reações de proteção entre as mulheres, como se organizar para ir embora e filmar a situação. Em seguida chegaram outras viaturas com mais policiais que foram extremamente agressivos e marcadamente racista desde o início e tentaram deter uma das participantes de maneira violenta, o que desencadeou uma série de agressões físicas por parte da polícia das quais nove mulheres ficaram feridas, sendo que quatro gravemente e precisaram de atendimento médico. Muitas agressões aconteceram de maneira simultânea, havendo inclusive policiais que sacaram armas de fogo dizendo “eu vou queimar você”. Entre as ameaçadas nessa situação, uma das mulheres inclusive avisou que estava grávida, o que não foi relevante para os policiais, que mantiveram a agressão. As mulheres que estavam com celulares foram alvo específico de agressões, e dois celulares foram roubados pelos policiais. Algumas das mulheres que tentavam fugir eram perseguidas e derrubadas e não conseguiam sair das agressões dos policiais, caídas no chão apanhavam com cacetetes e chutes, enquanto outras voltavam pra colocar seus corpos como escudos para tentar protegê-las e tirá-las dali. Essa cena se repetiu sucessivamente, e em meio a espancamentos com cacetetes as mulheres conseguiram chegar até as proximidades do Hospital de Clínicas, quando os policiais finalmente dispersaram.

No dia 2, pela manhã, reunidas novamente no local e com marcas das violências sofridas, o grupo que promoveu a Feira realizou uma extensa reunião, na qual elaborou um balanço dos fatos, recebendo a solidariedade de outros grupos de mulheres e de algumas lideranças políticas e institucionais que se comprometeram com medidas.
No final da tarde, reunidas em marcha, realizamos um manifestação na Feira do Livro de Porto Alegre onde, na presença de um Batalhão de Choque da Brigada Militar, denunciando os fatos e pedindo a solidariedade da população e proteção para sua volta segura à casa. Dezenas de pessoas demonstraram sua solidariedade, apoiando-as e acompanhando-as.

Este triste e revoltante fato, para nós, demonstrou o caráter violento discriminatório do poder policial do Estado do Rio Grande do Sul, já que por atos e palavras revelou-se misógino, machista, lesbofóbico e racista, ademais, profundamente antidemocrático. Uma ação que vai contra todos os princípios e valores relativo aos direitos humanos fundamentais e fere todas as mulheres em sua dignidade.

Por considerarmos que quando uma mulher é atingida, todas nós somos, por identificarmos como um crime de estado o que se perpetrou contra as participantes da Feira do Livro Feminista Autônoma, nós, do Coletivo Feminino Plural, denunciamos e exigimos do Estado providências firmes que serão por nós cobradas, e da sociedade, a indignação e a solidariedade que as mulheres merecem.

Não nos calaremos. Nossa luta histórica pela democracia e por nossos direitos não pode ser desprezada. Repetimos aqui o que gritam as companheiras: “Não mexam com as formigas, todo o formigueiro pode se levantar!” É o brado das mulheres que resistem.

Porto Alegre, 2 de Novembro de 2015
Coletivo Feminino Plural
Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Porto Alegre

Acompanhe aqui a matéria do Sulo21

http://www.sul21.com.br/jornal/feministas-denunciam-agressao-policial-em-porto-alegre/