Arquivo mensal: dezembro 2015

Balanço das atividades de 2015

O ano está chegando ao fim e chega o momento de fazer um balanço, ainda que breve, das atividades realizadas pelo Ponto de Cultura Feminista em Porto Alegre, especialmente no bairro Restinga. Em 2015, foram realizadas cinco ações na Restinga, entre os meses de junho a novembro. Foram elas um Sarau Feminista no IFRS Campus Restinga, duas rodas de conversa na Escola Alberto Pasqualini e na Associação Comunitária Chácara do Banco,  24 horas de oficinas de Break na Escola Alberto Pasqualini e 24 horas de oficinas de Grafite na Associação Chácara do Banco.

Avaliação das oficinas Ponto de Cultura Feminista Corpo, Arte e Expressão:

Oficina de Grafiti

IMG_3543No dia 29 de novembro de 2015 aplicou-se um questionário de avaliação do Ponto de Cultura Feminista Corpo, Arte e Expressão com as jovens participantes das oficinas realizadas pelo projeto. Buscando balizar a avaliação permanente, a coordenação do projeto elaborou indicadores quantitativos e qualitativos e aplicou um questionário com cinco questões (quatro dissertativas e uma objetiva).

Por meio de urna em atividade foram coletadas as opiniões das jovens que participaram das oficinas de Grafite na Associação Chácara do Banco, de setembro a novembro de 2015. Buscou-se medir a satisfação das jovens oficinandas com as atividades, bem como, o aproveitamento das discussões sobre feminismo que transversalizaram todas as oficinas.

Ao acionar o corpo como território de múltiplas possibilidades de expressão, foram provocadas ações que interpelam as desigualdades de gênero e raça, a desvalorização dos saberes desenvolvidos pelas mulheres na sua diversidade geracional, sexual e de classe. Oferecendo as jovens mulheres oportunidade de fortalecer-se por meio de expressões do corpo, promovendo o empoderamento de dezenas de meninas jovens de contextos de vulnerabilidade e de difícil acesso aos bens culturais.

Percebeu-se através das respostas aos questionários que as jovens estão satisfeitas com as atividades propostas pelo Ponto de Cultura Feminista, sendo que todas responderam que era a primeira atividade deste projeto que estavam participando.

Também verificou-se, que é por meio da rede de relações locais que as jovens ficam sabendo das atividades. Mães e lideranças comunitárias foram citadas, todavia, o protagonismo de uma jovem que participou de atividades do projeto e o convite feito por ela a outras amigas foi citado em 30 % dos questionários.

As jovens destacaram a boa localização no território da realização das oficinas, bem como, os materiais oferecidos nas atividades. Destacaram ainda o interesse pelos temas trabalhados.

Avaliaram suas participações como muito boas ou boas. Chama a atenção o descontentamento de 30% das participantes sobre a integração entre as oficinandas, o que sugere a importância de enfatizarmos a sororidade entre as meninas e mulheres. Mobilizar intelectual e afetivamente estas jovens, visto que somente profundas mudanças nos padrões culturais garantirão transformações na sociedade, calcada em direitos humanos e na efetivação da cidadania ativa.

Sarau Meu Corpo, Minhas Regras

11722459_412034185661070_3453996362422787526_oAtingindo um público de aproximadamente 100 meninas e mulheres entre 11 a 61 anos – no Sarau que é aberto ao público também contabilizamos a participação de homens. Importante observar que a maioria das participantes do projeto se auto declaram negras, são estudantes da rede pública de ensino, e residentes na Restinga.

Dos objetivos do Projeto

O Ponto de Cultura Feminista Corpo, Arte e Expressão tem entre seus objetivos a formação de dezenas de jovens mulheres em diversas áreas, fomentando o desenvolvimento de seus talentos, disseminando a cultura afrodescendente, feminista, construindo novas abordagens em torno de temas-chave para a formação das relações sociais e padrões culturais.  Entendemos que os campos das artes e da cultura, esses também são caracterizados pela pouca presença e pela desvalorização histórica imposta às mulheres nas artes.

Empoderar as mulheres com bens culturais materiais e imateriais significa desafiar um processo contínuo de afastamento das mulheres do reconhecimento público, o que é parte da trajetória do movimento feminista ao longo dos últimos 50 anos. O Ponto de Cultura Feminista buscou promover espaços de expressão a mulheres e meninas através de diferentes técnicas artísticas que compõem a cultura e o movimento do Hip-Hop feminino. Espera-se que as jovens participantes deem continuidade às atividades para as quais foram capacitadas, implementando ações com autonomia.

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Inauguração do Acervo Feminista Enid Backes reúne importantes nomes do feminismo

12346304_905598412869035_6849808061240460498_nA sede da Ong Coletivo Feminino Plural ficou pequena para as mais de 50 mulheres que se reuniram nessa quinta-feira (10) para conhecer o Acervo Feminista Enid Backes – um dos mais novos espaços específicos para a pesquisa teórica e para organização das mulheres e meninas de Porto Alegre e demais municípios vizinhos. O lançamento contou com a presença de uma das mais importantes militantes feministas do Estado, a socióloga Enid Backes, que dá nome à coleção de livros, revistas e trabalhos científicos.

A abertura do acervo marcou, ainda, o encerramento da programação da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e a comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos. Estavam presentes a presidenta do Comdim, Vera Daisy Barcelos, do Conselho Estadual da Mulher, Leocádia Nunes, da Fundação Luterana de Diaconia, Rogério Oliveira de Aguiar, Graciela Cornaglia e Suzanne Buchweitz, das representantes da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, vereadora Sofia Cavedon, do Instituto Pichou-Rivière, Branca Regina Chedid e da Defensoria Pública do Estado, Lisia Mostardeio Velasco Tabajara.

O projeto de organização do Acervo Feminista Enid Backes conta com o apoio da Fundação Luterana de Diaconia e foi realizado em parceira com o Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão.

Sobre os objetivos do projeto

Entre os principais objetivos do projeto é promover a educação em direitos humanos de mulheres e meninas para o exercício da autonomia e cidadania através de estratégias de sensibilização e divulgação, potencializando o acervo construído pelo Coletivo Feminino Plural em duas décadas.

Veja todas as fotos do evento na Fanpage do Coletivo Feminino Plural.