Arquivo mensal: junho 2016

Dois minutos para entender a Cultura do Estupro

Quantas mulheres você conhece que já foram assediadas na rua?
Uma pesquisa divulgada no mês passado mostrou que 86% das brasileiras já receberam algum tipo de cantada, e 44% tiveram seus corpos tocados. Esse dado é maior do que na Índia, país famoso pela violência sexual contra a mulher.
Pode parecer que esses dados não têm nada a ver com o silenciamento da violência sexual. Mas têm. Além disso, a novela que você vê, a música que você ouve e a forma como vivemos constroem esse comportamento.

Via Revista Super Interessante

Meninas e mulheres de Porto Alegre se encontraram para uma noite de arte e leitura em sarau feminista

O Sarau Feminista Arte e Expressão abriu espaço para artistas, escritoras e ativistas apresentarem seus trabalhos. O encontro foi cheio de emoção e trocas entre essas mulheres e meninas guerreiras. A arte e a cultura serviram de catalisadoras das emoções.  O sarau foi uma ação conjunta do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, Acervo Feminista Enid Backes – parceria FLD, Grupo Inclusivass e Grupo de Estudos Feminino Plural.

DSC06816Voltado ao empoderamento e protagonismo das mulheres, o evento é aberto à participação do público em geral. Entre as diferentes linguagens artísticas apresentadas, intervenções performáticas criadas durante a oficina Artes do Corpo do Ponto de Cultura Feminista irão refletir as discussões em torno da autonomia do corpo da mulher, direitos sexuais e direitos reprodutivos, poder. A apresentação marcou o encerramento das aulas realizadas durante dois meses na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) pelas artistas Andressa Cantergiani e Carolina Pommer.

Esta foi mais uma das atividades do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão direcionada às meninas e mulheres de toda a cidade. O encontro integrou, ainda, as comemorações de 20 anos do Coletivo Feminino Plural, organização autônoma do movimento de mulheres de Porto Alegre que atualmente coordena um Centro de Referência para Mulheres em Situação de Violência em Canoas, em parceria com a prefeitura municipal, implementa a campanha “Mulheres não esperam mais – acabemos com a violência de gênero e a Aids” e participa da Campanha Ponto Final, além de fazer parte do esforço de integrar os homens na luta contra a violência através da campanha He For She (Eles por Elas).

O Acervo Feminista Enid Backes é um dos projetos pioneiros de organização e disponibilização para consulta de importantes obras téoricas, literárias e publicações informativas feministas, inaugurado em dezembro de 2015. O Grupo de Estudos Feminino Plural também se mobiliza para o sarau a fim de compartilhar as discussões realizadas desde a sua criação no ano passado. Também integrou a organização do encontro o Grupo Inclusivass, formado por mulheres com e sem deficiência. Contemplado pelo Fundo Fale sem Medo, do Instituto Avon e Fundo ELAS, este ano o Inclusivass inicia o projeto Todas são Todas, com o objetivo de promover a incorporação da perspectiva e das necessidades específicas das mulheres com deficiência às políticas existentes de enfrentamento à violência doméstica e de gênero e às demais políticas públicas para as mulheres.