Arquivo mensal: dezembro 2016

Iniciativas gaúchas e uruguaias se reúnem para fortalecer Corredor Cultural

15369996_1643146132645097_4787639536506311030_oO Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão viveu momentos ricos de troca, aprendizados e fortalecimento mútuo junto com outras iniciativas do Rio Grande do Sul e do Uruguai durante o Ponto a Punto. O evento, realizado entre os dias 7 e 9 de dezembro em Pelotas, serviu para fazer um balanço do ano de 2016 e traçar estratégias para garantir a sustentabilidade dos projetos em 2017.

img_7177Os três dias de imersão artística e cultural contaram com debates sobre Cultura Viva Comunitária com Célio Turino, criador do programa Cultura Viva, que hoje tornou-se lei, sobre a importância do fortalecimento do Corredor Cultural entre Brasil e Uruguai e sobre como explorar o potencial da linguagem audiovisual no trabalho nos pontos de cultura. Além disso, houve shows musicais e uma oficina de Candombe com os hermanos uruguaios.

Após a reunião com mais de 30 representantes de Pontos de Cultura do Estado foi um escrito um manifesto a ser entregue aos deputados estaduais pedindo a colocação em prática da Lei Cultura Viva no Rio Grande do Sul através, principalmente, da implementação do Comitê Gestor da Lei Cultura Viva – previsto na legislação. Saiba mais sobre o Ponto a Punto através da página: https://www.facebook.com/pontoapunto/.

Na mídia: Literatura periférica em destaque no Sarau dos Não Lidos

via Nonada – Jornalismo Travessia

josue-monteiro-sarau-9-1Sem livros publicados, muito para falar. Escritoras e escritores à margem do mercado editorial se reuniram na última segunda-feira (31), no Sarau dos Não Lidos, promovido pelo Nonada – Jornalismo Travessia.

O josue-monteiro-sarau-51-4evento, focado na literatura periférica, teve como artistas convidados Ana dos Santos, Cíntia Colares, Jonatan Ortiz Borges, Marcelo Martins, Nayara Lemos e a jornalista Roberta Mello, representando o Ponto de Cultura Feminista: Corpo, Arte e Expressão. O grupo de hip-hop Guerreiro Poeta e Time Show foi responsável pela abertura. O objetivo era ecoar vozes talentosas da literatura portoalegrense, mostrando que a literatura não se resume ao círculo de editoras.

A noite integrou a programação da Feira do Livro de Porto Alegre, com a presença de alunas e alunos da Educação de Jovens e Adultos.

Na Mídia: Os escritores “não-lidos” compartilham sua escrita com o público da Feira

Via Feira do Livro de Porto Alegre

Foi com o auditório Carlos Urbim lotado de alunos das turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e demais freqüentadores da Feira do Livro, que aconteceu nesta segunda-feira (31), o Sarau dos não-lidos: literatura marginal periférica. Uma das atividades que mais emocionou e aproximou escritores e público na programação do evento. O sarau foi promovido pelo site Nonada, coletivo de jornalismo cultural alternativo de Porto Alegre.
A editora do site, Thaís Seganfredo, conta que a proposta partiu da necessidade de descobrir onde está a literatura de periferiana Capital. “A gente sabe que Porto Alegre é um centro de literatura independente, no entanto, majoritariamente branca e masculina”, disse, contando que, assim que o evento foi divulgado, diversos escritores se interessaram em participar.
A atividade abriu com o show do rapper Guerreiro Poeta & Time show e com a participação mais do que especial de sua filha, a pequena Emily, de seis anos de idade. Letras que incentivavam a leitura e o respeito ao próximo ganharam a plateia. Em seguida, os escritores Ana dos Santos, Cíntia Colares, Jonatan Ortiz Borges, Marcelo Martins, Nayara Lemos e Roberta Mello (representando as escritoras do Ponto de Cultura Feminista) subiram ao palco para a leitura de seus textos. A mediação foi do editor-fundador do Nonada, Rafael Gloria.
Os poemas – e também um cordel – falaram sobre a condição da mulher negra, racismo, consciência política, preconceito, entre outros temas que buscam espaço na literatura. “Não estamos com nossos livros à venda, mas trouxemos nossas palavras”, disse a escritora e poeta Ana dos Santos, em referência ao fato de muitos autores, apesar de sua constante escrita, não conseguirem verba – e espaço também – para publicarem seus livros.
O site da Feira do Livro entrevistou o editor-fundador do Nonada, Rafael Gloria, que falou sobre o evento e a literatura marginal e periférica. Leia a entrevista aqui.