Arquivo mensal: novembro 2017

Agenda Unificada – 16 dias de ativismo pelo fim de todas as violências contra as mulheres

#ParemDeNosMatarPOA

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente pela sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Veja a Agenda Unificada completa abaixo. 

Em 2017, o Coletivo Feminino Plural, juntamente com outros coletivos parceiros de Porto Alegre realizaram ação conjunta, visando a unificação e, com isso, o fortalecimento da Agenda de Ações e o maior engajamento da população da cidade. Como estratégia de comunicação e democratização do acesso à informação sobre a campanha foi criado o blog Parem de Nos Matar POA, uma ferramenta de gestão coletiva e colaborativa para o ativismo feminista nas redes.

Agenda unificada de ações em Porto Alegre – #ParemDeNosMatarPOA

Novembro 

22 – I Colóquio Estadual Sobre Violência De Gênero na Ulbra, em Canoas. Inscrições e mais informações aqui.

24 – Rolê de Todas as Minas no Venezianos Pub Café em parceria com a Ong Outra Visão LGBT, 19h. O rolê de todas as minas é para TODAS as minas e busca dar vez e voz as mulheres! “Esse será nosso primeiro Rolê que será de conversas, trocas de experiências no Venê. Discutiremos a atuação e construção das 11 Marchas Lésbicas em Porto Alegre nesses 21 anos de Parada Livre.”

24 – Atividade promovida pela UBM na Estação Rodoviária, das 18h às 21h.

25 – Atividade promovida pelo Movimento de Mulheres Olga Benário e Ocupação Mulheres Mirabal (com coletivos parceiros) no Parque da Redenção, a partir das 10h.

25 – Caminhada de apoio à ONG Maria Mulher, Rua Cruzeiro do Sul, 2035, Bairro Cruzeiro, 14h.

25 – Lançamento da Campanha Justiça para Tatiane

26 – XXI Parada Livre, Parque da Redenção, 14h.

24, 25 e 26 – Festival 1 ano da Ocupação Mulheres Mirabal. Mais informações aqui: https://www.facebook.com/events/250143982182636/.

27 – Abertura da exposição O olhar da sociedade civil sobre a epidemia de HIV/Aids no RS, às 17h, na Assembleia Legislativa do Estado. A exposição fica aberta a visitação até 1 de dezembro.

28 – Debate sobre Subjugação das Mulheres a partir da análise de episódio da série The Handmaid’s Tale (O Conto de Aia), às 14h, em Canoas*

29 – Audiência Mulheres com Deficiência e Violência promovida na Assembleia Legislativa com o Grupo Inclusivass de Mulheres Com Deficiências, 10h.


Dezembro 

– Intervenção urbana organizada pela Minha Porto Alegre, a partir das 10h. Ponto de encontro: Viaduto da Borges de Medeiros

3 – Ação unificada das ativistas do Fórum Municipal de Mulheres e Comdim “O ativismo nos dias de hoje”, no Parque da Redenção, 15h.

4 – A nova forma de violência contra as mulheres: Alienação Parental. Escola Judicial do TRT 4, Parceria Coletivo Feminino Plural, CLADEM e outras, 18h30.

6 – Reunião pública de Rede de Enfrentamento à Violência Contras as Mulheres, no Calçadão de Canoas* – debate sobre os serviços de atendimento a agressores, 14h30

7 – Atividade da Rede Feminista e Observatório da Violência. Escola de Enfermagem da UFRGS, as 16 horas, organizada pela Rede Feminista de Saúde (Regional RS) e Observatório da Violência Obstétrica da UFRGS.

8- Reunião de (Re)conhecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres de Porto Alegre – COMDIM e FMM. Casa dos Conselhos , das 14 as 17hs

8 – Roda de Conversa Autoproteção e Estratégias ao Enfrentamento das Violências, promovida pelo Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão em parceria com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). Endereço: Rua João Alfredo,61, às 17h.

15 – A política de humanização no atendimento e acolhimento na rede de saúde, relacionando ao HIV/Aids, as 9hs, no Plenarinho da AL/RS.

Atualizada em 23 de novembro de 2017, às 12h.

Se você quiser incluir ações na agenda unificada ou precisar de mais informações sobre alguma atividade mande email para comunicapontodecultura@gmail.com.

Djamila Ribeiro: “As pessoas ficam surpresas de eu frequentar certos espaços e de eu ser inteligente”

via Nonada – Jornalismo Travessia

Esta sexta-feira foi movimentada na cena cultural de Porto Alegre. Enquanto Djamila Ribeiro e Joanna Burigo falavam sobre feminismo, aborto, educação, representatividade e lugar de fala dentro da Feira do Livro, poucos integrantes do MBL se preparavam para, duas horas depois, cumprirem a primeira missão fascista que devem estar planejando para os 19 dias de feira: eles entraram no sarau promovido pelo Ponto de Cultura Feminista: Corpo, Arte e Expressão, filmaram as participantes individualmente e as constrangeram.

Na mesa das 16h30, os organizadores não previram que Djamila Ribeiro lotaria fácil a capacidade de 160 lugares lugares do auditório do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, de forma que algumas pessoas ficaram do lado de fora, algo que é raro entre as atividades da feira.  A mesa em questão era a “Conexões feministas nórdico-tropicais-Diálogos sobre gênero, comunicação e educação entre Brasil e Noruega”, também composta por Joanna Burigo,  do site A Casa da Mãe Joanna, e mediada por Carol Anchieta.

Leia o texto na íntegra aqui: http://www.nonada.com.br/2017/11/djamila/.

Veja as fotos do nosso Sarau Feminista realizado durante a Feira do Livro de Porto Alegre

No dia 3 de novembro, às 18h30, o Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, projeto do Coletivo Feminino Plural, em parceria com a Ong Cirandar, realizou o Sarau Feminista dentro da programação da Feira do Livro de Porto Alegre.

O evento foi uma iniciativa autônoma e contou com a presença de aproximadamente 50 pessoas, entre homens e mulheres, que lotaram a Biblioteca Moacyr Scliar. O sarau foi um sucesso cumprindo exatamente com tudo o que propunha: dar espaço à expressão das mulheres, valorizar a literatura feita por mulheres e feminista e criar um ambiente de respeito, afeto e amor.

Veja o que rolou na atividade:

sobre o Sarau Feminista de Porto Alegre

“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz” e assim como a canção, a tarde de ontem (3 de novembro) foi repleta de olhares. Olhos atentos, fraternos, cuidadosos. Coração aberto, palavras cantadas, declamadas a cada prosa e verso, pautadas em folhas timbradas, tingidas, pintadas, redigidas.

A timidez aos poucos era vencida pelo amor, vontade de contestação, expressão, provocação do ser mulher, coletiva, feminina, plural. Há essas meninas-mulheres, as netas daqueles que não as conseguiram queimar. Em círculo mais parecíamos leoas protegendo rebento. Na eminência do perigo, gritamos: Ei! Não mexe comigo, que eu não ando só!!

E assim foi nosso Sarau Feminista, repleto de poesia, pelos, peles, vozes, cores, ecos de liberdade-resistência. R-E-S-I-S-T-Ê-N-C-I-A é nosso sobrenome. Não haverá monossílabos traduzidos em siglas que possam nos intimidar. Vocês não entenderam ainda que Machistas NÃO Passarão? Então não nos venham com suas consoantes dissonantes tentando calar nosso vocabulário repleto de verbo: lutar, amar, transgredir, transformar, resistir.

E não se enganem se por acaso possa parecer que vez ou outra damos um passo para trás. Isso é apenas impulsão de força para nos lançarmos no mundo. Não este que querem à força nos impor e limitar. Sigamos mulheres, sigamos, pois Mulher Bonita é a que Luta e essas são as únicas consoantes que nos fazem sentido.