Arquivo mensal: maio 2016

Sarau Feminista Arte e Expressão: a vez da literatura e da arte feitas por mulheres

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Oficina Artes do Corpo ministradas por Andressa Cantergiani e Carolina Pommer

Para valorizar e celebrar a literatura e a arte feitas por mulheres e sobre as mulheres, Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, Acervo Feminista Enid Backes – parceria FLD, Grupo Inclusivass e Grupo de Estudos Feminino Plural realizam um sarau com literatura, teatro, performance. O Sarau Feminista Arte e Expressão acontece na quarta-feira (25 de maio), a partir das 18h30min, no Boteco Histórico (Rua dos Andradas, 891 – Centro de Porto Alegre). A entrada é franca e o espaço tem acessibilidade universal.

Mais informações através do email comunicapontodecultura@gmail.com ou do telefone (51) 3221 5298.

IMG_4898Voltado ao empoderamento e protagonismo das mulheres, o evento é aberto à participação do público em geral. Entre as diferentes linguagens artísticas apresentadas, intervenções performáticas criadas durante a oficina Artes do Corpo do Ponto de Cultura Feminista irão refletir as discussões em torno da autonomia do corpo da mulher, direitos sexuais e direitos reprodutivos, poder. A apresentação marca o encerramento das aulas realizadas durante dois meses na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) pelas artistas Andressa Cantergiani e Carolina Pommer.

Esta é mais uma das atividades do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão direcionada às meninas e mulheres de toda a cidade. O projeto integra a Rede Nacional dos Pontos de Cultura, convênio entre o Ministério da Cultura e a Secretaria Estadual da Cultura RS através da Lei Cultura Viva, e tem em sua gênese o desejo de acionar o corpo, em especial o corpo das mulheres, como território de múltiplas possibilidades de expressão. Os direitos sexuais e reprodutivos são trazidos para a cena como vetores para questionar a secular tentativa de destituição da autonomia das mulheres de explorar o corpo na perspectiva de sua autodeterminação como sujeito.

O encontro integra, ainda, as comemorações de 20 anos do Coletivo Feminino Plural, organização autônoma do movimento de mulheres de Porto Alegre que atualmente coordena um Centro de Referência para Mulheres em Situação de Violência em Canoas, em parceria com a prefeitura municipal, implementa a campanha “Mulheres não esperam mais – acabemos com a violência de gênero e a Aids” e participa da Campanha Ponto Final, além de fazer parte do esforço de integrar os homens na luta contra a violência através da campanha He For She (Eles por Elas).

O Acervo Feminista Enid Backes é um dos projetos pioneiros de organização e disponibilização para consulta de importantes obras téoricas, literárias e publicações informativas feministas, inaugurado em dezembro de 2015. Entre os principais objetivos do projeto está a promoção da educação em direitos humanos de mulheres e meninas para o exercício da autonomia e cidadania através de estratégias de sensibilização e divulgação, potencializando o acervo construído pelo Coletivo Feminino Plural em duas décadas. O projeto conta com o apoio da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) e foi realizado em parceria com o Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão.

O Grupo de Estudos Feminino Plural também se mobiliza para o sarau a fim de compartilhar as discussões realizadas desde a sua criação no ano passado. Motivadas a discutir e aprofundar a compreensão sobre os diversos olhares em torno de temas instigantes, as integrantes participam de encontros mensais, normalmente na sede do Coletivo Feminino Plural, no centro da Capital.

Também integra a organização do encontro o Grupo Inclusivass, formado por mulheres com e sem deficiência. Criado em 2013, de uma articulação propiciada pelo 1º Seminário Mulheres com Deficiência e Políticas Públicas, o grupo vem se consolidando na luta pelo empoderamento e defesa dos direitos humanos e da cidadania e lançou, em 2015, uma importante Carta Aberta com as principais demandas das mulheres com deficiência. Contemplado pelo Fundo Fale sem Medo, do Instituto Avon e Fundo ELAS, este ano o Inclusivass inicia o projeto Todas são Todas, com o objetivo de promover a incorporação da perspectiva e das necessidades específicas das mulheres com deficiência às políticas existentes de enfrentamento à violência doméstica e de gênero e às demais políticas públicas para as mulheres.

Serviço:
O quê: Sarau Feminista Arte e Expressão
Quando: 25 de maio, às 18h30min
Onde: Boteco Histórico (Rua dos Andradas, 891)

Execução: Coletivo Feminino Plural, Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, Acervo Feminista Enid Backes e Grupo de Estudos Feminino Plural
Apoio: Fundação Luterana de Diaconia, Rede RS dos Pontos de Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Cultura Viva, Secretaria de Diversidade e Cidadania, Governo Federal.

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Essas Mulheres e seus Direitos Sexuais e Reprodutivos

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foto: Daiane Lopez Peixoto

Pessoas com diferentes caminhadas se encontraram na Casa de Cultura Mario Quintana no dia 23 de abril para a Roda de Conversa “Essas mulheres e seus direitos sexuais e direitos reprodutivos”. O encontro fez parte da Oficina de Artes do Corpo: intervenção e performance, ministradas pelas artistas Andressa Cantergiani e Carolina Pommer e reuniu diversas vozes para debater os direitos sexuais e direitos reprodutivos na perspectiva das mulheres com deficiência, mulheres negras, mulheres prostitutas, mulheres trans e também na perspectiva das relações de gênero e da religião. Veja as fotos no álbum abaixo.Para a coordenadora do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão, Luisa Gabriela, “a fala e a escuta atentas geram esperança para um feminismo que reconheça a diversidade das mulheres e possa reivindicar a livre expressão da sexualidade e da reprodução, o respeito aos corpos diversos”. O feminismo é para todas, os feminismos devem ser para todas.

A mediação da conversa ficou por conta da Renata Jardim. coordenadora do Centro de Referência para as Mulheres (CRM) Patricia Esber, que fica em Canoas e é coordenado pelo Coletivo Feminino Plural. Renata destacou a prontificação de todas as meninas e mulheres presentes em relatar suas experiências pessoais, o que possibilitou a reflexão sobre limites e possibilidades do exercício dos direitos sexuais e reprodutivos. “A conversa se encaminhou para a importância da propagação de espaços plurais e inclusivos para a diversidade das experiências de gênero e na urgência de o feminismo incorporar os diferentes sujeitos políticos no movimento”, lembra Renata.

Agradecemos a presença de cada mulher que construiu a diversidade e beleza desse encontro. Falar sobre essas questões é urgente. É pela vidas das mulheres!

 

Oficinas literárias para mulheres segue com inscrições abertas

IMG_2662Amanhã iniciam as Oficinas Literárias do Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão e as inscrições seguem abertas para o público de jovens mulheres interessadas na literatura produzida por mulheres.

Em parceria com a ONG Cirandar (membro do Comitê Gestor do Ponto) e o Grêmio Estudantil “Das Gurias” do Colégio Júlio de Castilhos, o Ponto de Cultura Feminista promove mais uma série de atividades no mês de maio.

A poetisa e educadora Ana dos Santos será a mediadora dos encontros com a literatura produzida por artistas mulheres negras, a oficina intitulada “Mulher negra, meu corpo, minha voz” será realizada entre os dias 3 e 12 de maio, sempre às terças e quintas, das 14h30 às 17h, no Centro Histórico – ONG Cirandar (Andradas, 1780 – 3º andar) e são gratuitas.

Informações e inscrição pelo email pontodeculturafeminista@gmail.com com nome, idade e contato telefônico.

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Serviço:
O quê: Oficina Literária “MULHER NEGRA, MEU CORPO, MINHA VOZ” com Ana dos Santos.
Quando: 03 de maio de 2016 – 14h30 – ONG Cirandar -Rua dos Andradas, 1780 – 3º andar.
Grátis – Para mulheres de 14 a 29 anos.

Ana dos Santos é poetisa e professora de Literatura Brasileira. Ana é gaúcha de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Iniciou na poesia vendendo poemas na noite boêmia da Lapa e Santa Tereza – RJ, onde também fazia performances poéticas com o “Circo Beat” (2000). Colou poemas nas ruas de várias cidades brasileiras. Participou com outros poetas e fotógrafos brasileiros da obra “Brazil by night” – SP (2008). Tem publicações no Livro da Tribo (2011), Cadernos do Instituto de Letras – UFRGS (2003), duas antologias poéticas (Águia – Prosa e Verso/2009 e Sopapo Poético/2015) e ganhou o concurso Ministério da Poesia.